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Dois meninos, com cerca de 10 a 12 anos no máximo, bateram à minha porta e deixaram um folder anunciando o serviço de limpeza de carros e latas de lixo. Aqui nos Estados Unidos é muito comum a garotada trabalhar com isso, ou montar uma barraca de limonada na esquina. Liguei para eles e os “contratei” para lavar dois carros na sexta-feira, o Dia Internacional do Trabalho.
Os garotos ficaram três horas lavando os carros. Cobraram cinquenta dólares pelo serviço, incluindo a limpeza do interior. Ao término, descobri que eu era o primeiro cliente deles, e paguei o dobro: uma nota de cem dólares. Eles não conseguiam esconder a cara de felicidade! Eu disse que era um incentivo pelo trabalho duro e o empreendedorismo, e depois dei uma lição de moral semelhante ao meu filho, de oito anos.
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Publicado em 2026-05-04 12:10:19Os americanos valorizam muito o trabalho. É comum filho de gente rica trabalhar como caixa de supermercado, por exemplo. Aqui se pergunta quanto dinheiro você faz por ano, não quanto você ganha. Todos entendem que dinheiro não é um presente dos céus, do estado ou algo que brota do solo, mas sim algo que você precisa correr atrás, oferecendo valor em troca, pela ótica dos consumidores. E no final sempre o agradecimento: “Obrigado pela escolha”; “obrigado por fazer negócio comigo” etc.
Zema está certo. O trabalho enobrece, cria senso de propósito, dá responsabilidade e dignidade. Muito melhor trabalhar cedo em algo decente do que ficar de bobeira nos jogos eletrônicos ou virar 'aviãozinho' de traficante
Não há, nos Estados Unidos, décimo-terceiro salário, férias remuneradas, vale-transporte, vale-refeição ou vale-alimentação. Uma parcela ínfima dos trabalhadores é sindicalizada e não há qualquer obrigatoriedade de pagar por sindicatos. O mercado de trabalho é bem mais livre e dinâmico, as leis são bem mais flexíveis. E o trabalhador médio americano faz cinco a seis vezes mais do que o trabalhador médio brasileiro, repleto de regalias e “conquistas legais”.
O ex-governador Romeu Zema aproveitou o feriado para defender a redução da idade mínima para assinar carteira, lembrando que ele mesmo começou muito cedo a trabalhar. Zema está certo. O trabalho enobrece, cria senso de propósito, dá responsabilidade e dignidade. Muito melhor trabalhar cedo em algo decente do que ficar de bobeira nos jogos eletrônicos ou virar “aviãozinho” de traficante. Barão de Mauá, o maior empresário do Império, começou a trabalhar aos nove anos!
Essa visão de quem valoriza de verdade o trabalho contrasta com aquela marxista, que enxerga no trabalho uma “exploração capitalista” e que deposita no estado e nos sindicatos o poder para “proteger” o trabalhador. São os mesmos que aplaudem um assistencialismo hipertrofiado que faz com que, em várias cidades nordestinas, haja mais gente dependendo do estado do que com carteira de trabalho assinada. É o antigo voto de cabresto, já que a dependência cria eleitores apavorados com o risco de perder essas benesses.
Lula tenta explorar justamente essa mentalidade com seu populismo, com a propaganda pelo fim da jornada 6x1. Enquanto isso, Zema afirma que não vai permitir marmanjo vivendo à custa de mesada estatal. No Brasil, infelizmente, o discurso fácil da esquerda ainda rende votos, pois muita gente enxerga o trabalho como um fardo intolerável, como “exploração”, buscando um atalho para uma vida mais mansa – ainda que ao custo da perda da liberdade.
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O ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), se declarou como “vermelho” ao afirmar que “nós, vermelhos, temos causa”. A afirmação foi feita durante um evento institucional sobre a Justiça do Trabalho, realizado em 1º de maio.
“Nós, vermelhos, temos causa. Não temos interesse. E que fique bem claro isso, para quem fica divulgando isso aqui no país. Nós temos uma causa. E eles que se incomodem com a nossa causa. Porque nós vamos estar lá lutando o tempo todo na defesa da nossa instituição, porque as pessoas vulneráveis desse país precisam de nós. E a Constituição nos dá o poder para isso”, afirmou.
Segundo o ministro, a Justiça do Trabalho não deveria se limitar à aplicação estrita da lei, mas atuar como instrumento de contenção ao que classificou como “capitalismo selvagem e desenfreado”, além de exercer papel regulador nas relações entre empresas e trabalhadores. Ele se enxerga como alguém que enfrenta os “defensores dos interesses econômicos”.
Esse tipo de mentalidade é o grande problema em nosso país. Aliás, a própria Justiça do Trabalho é uma espécie de jabuticaba, algo inexistente em países mais desenvolvidos. Os “juízes” trabalhistas vivem tomando decisões com base nesse conceito marxista de que trabalhadores são vítimas de seus patrões, e isso certamente cria um ambiente desfavorável ao empreendedorismo no Brasil – lembrando que são os empreendedores que criam riqueza e trabalho. Passou da hora de mudar essa cultura. Zema está de parabéns por ter mexido nesse vespeiro!
Conteúdo editado por: Jocelaine Santos